ACUSADA DE MATAR FILHO É CONDENADA A 32 ANOS DE PRISÃO

Cristiane cumprirá pena inicialmente em regime fechado
Cristiane Renata Coelho Severino acusada de matar o próprio filho, Lewdo Ricardo Coelho Severino, de apenas 9 anos, e tentar assassinar o então marido, Francileudo Bezerra Severino, foi condenada a 32 anos de prisão inicialmente em regime fechado, nesta terça-feira (28), em julgamento realizado na 3ª Vara do Júri, do Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza.
O julgamento teve início por volta de 9h30 desta terça-feira (28) e terminou por volta das 21h30. Os jurados reconheceram a materialidade e autoria dos dois crimes, homicídio e tentativa de homicídio, bem como as três qualificadoras (motivo torpe, uso e veneno e recurso que impossibilitou a defesa da vítima). Ela não poderá apelar em liberdade.
Cristiane não compareceu ao próprio julgamento. De acordo com o Ministério Público, Cristiane enviou uma carta ao juiz Victor Nunes Barroso alegando estar com problemas psicológicos e, portanto, impossibilitada de comparecer ao Tribunal do Júri. O Tribunal de Justiça acatou o pedido.
O crime
O crime ocorreu no dia 10 de novembro de 2014, por volta das 22h, no interior da residência das vítimas e da acusada, no bairro Dias Macedo, em Fortaleza. Conforme a acusação, Cristiane teria misturado veneno para ratos, conhecido como chumbinho, a alimentos consumidos pelo filho e o marido. Francileudo chegou a ser levado ao hospital, onde ficou em coma, mas conseguiu sobreviver. Já a criança, que era autista, não resistiu e faleceu no local.
Ainda conforme a acusação, Cristiane Renata planejou o crime de modo que parecesse que o subtenente Francileudo Bezerra teria matado o filho e forçado a esposa a ingerir medicamentos para dormir e, em seguida, tentado suicídio. Francileudo chegou a ser indiciado pelo crime mas a investigação policial concluiu pela autoria da acusada.
A causa do crime seria o fato de Cristiane ser beneficiária do seguro de vida do marido e do filho. Ela respondia por homicídio e tentativa de homicídio triplamente qualificados, por motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
O julgamento foi presidido pelo juiz titular da 3ª Vara do Júri, Victor Nunes Barroso. A acusação foi patrocinada pelos promotores Humberto Ibiapina e André Clark e pelo assistente de acusação Walmir Pereira de Medeiros Filho. A defesa de Cristiane foi patrocinada pelos advogados Roger Heuer Holanda e Juliana Gayão de Morais.
Fonte: Cnews

Deixe uma resposta